Novidade boa é para ser contada mas confesso que está difícil conciliar tantos afazeres. Esse ano já iniciou conturbado e não postei nada aqui porque qualquer palavra que escrevesse seria de tristeza, desanimo e frustração mas agora que tudo passou vale a pena arrumar um tempo e postar a novidade.
Ano passado já estava cansada de lutar para ter respeitado o direito do meu filho de ter um cuidador na escola e estava cogitando o fato de ter que trocá-lo de escola mas a promessa da chegada do cuidador para fevereiro deste ano me fez renovar a matrícula, comprar os uniformes, materiais e deixar tudo preparado para mais um ano letivo.
Lucas porém estava desde novembro com alergia a fralda descartável e desesperado para voltar para a escola. Não aguentava mais ficar em casa mas na volta as aulas fiquei frustrada. Ninguém sabia nada a respeito do cuidador e não tinha sequer espaço para fazer a troca de fralda. Não dava para deixá-lo voltar naquele estado e ele viu o irmão ir para a escola enquanto ele tinha que ficar em casa conosco perguntando quando poderia ir também.
Corri para a Vara da Infancia e cheguei até a ser rude. A promotora me recebeu da mesma forma que cheguei lá, arisca, mas no final nos entendemos. Infelizmente nem mesmo a promotoria pode fazer muita coisa e lá fui eu, depois de uns telefonemas e algumas outras tentativas, decidi que era hora de ir direto ao ponto. Escrevi uma carta ao Secretário de Educação ilustrando com fotos de Lucas e finalmente a situação começou a andar.
Essa é uma história muito longa, difícil, desanimadora e triste. O descaso com a educação das crianças com deficiência chega a me abater em alguns momentos. Ainda bem que avançamos um pouco. Depois de muita briga conseguimos finalmente o cuidador para o Lucas e para as demais crianças que necessitam e estudam na mesma escola. Chegaram dois cuidadores um homem e uma mulher para esses alunos.
Quanto a Lucas, está mais satisfeito, alimenta-se melhor, não temos mais problemas de roupas molhadas de xixi. Só temos que comemorar pois o rapaz que cuida dele é muito dedicado, alegre e apesar de não ter experiência está conseguindo realizar um ótimo trabalho.
Essa luta não foi nada fácil e nem vou entrar em detalhes mas passei por maus bocados. Foram momentos que me fizeram pensar e querer desistir mas valeu a pena quando finalmente conseguimos nosso objetivo, quando vemos o resultado positivo dos nossos esforços. Infelizmente nosso país só avança dessa maneira.
Já faz mais de um mês que o cuidador chegou na escola e Lucas no início fazia questão de contar para as pessoas que "chegou o cuidador". Agora nos resta renovar as forças e partir para uma nova luta em busca de novos objetivos ficando na torcida para que outros pais entrem nessa luta também porque juntos fica muito mais fácil!
Essa foto é do primeiro dia de aula e agora temos mais motivos para ir a escola todos os dias já que temos transporte e cuidador. Viva os avanços!!
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Mãe Especial
sexta-feira, 10 de maio de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Autistas: Retirando as fraldas
A experiência abaixo é da mãe de uma criança com autismo. Estou compartilhando com vocês pois é uma prova de possibilidade e fonte de incentivo para outros pais. Não vou citar o nome porque não pedi autorização. Acabei de ler no nosso grupo (Mãe Especial) e quis divulgar logo.
Quero dividir com vcs mais uma bênçâo!A alguns meses atrás vi postado em alguma paǵina,nâo lembro qual,um menino sentado no vaso fazendo coco e outra foto do menino em pé fazendo xixi e explicando que os autistas sâo visuais e pouco verbais!Nâo dei muita importância na hora,mas aquilo ficou na minha mente.Algumas semanas atrás fui num lugar que fazem banners e disse a moça:Tenho um filho autista e tô tendo dificuldade de tirar a fralda dele.Gostaria que vc fizesse um banner para eu pendurar no banheiro com duas fotos de um menino no vaso fazendo xixi e fazendo coco,bem nítido!Ela fez,pendurei no banheiro e mostrava ao Caio e apontava e falava xixi,coco e ele repetia cici,oo,pois nâo fala direito!Tirei as fraldas,fez no châo,o levava ao banheiro,mostrava a foto,apontava e falava xixi,coco...falei com o pai dele:Faz xixi com Caio no banheiro para que ele possa ver!Ele fez,no outro dia Caio me puxou pela mâo ,baixei o short e ele fez...agora está indo sozino,acabei de ouvir o barulinho do xixi dele no banheiro,dei um beijo nele!Só nâo fez coco ainda!Tô usando fralda ainda quando vai pra escola de duas ás cinco e prá dormir e sâo nessas horas que ele faz coco,mas nâo fez xixi nenhuma vez no châo!só ontem lá fora ,molhando as plantinhas,com preguiça de entrar!
Não tenho muita experiência com autistas mas fiz alguns cursos na área e fiquei estagiando uma semana na Associação dos Autistas. Essa experiência não é teste feito pela mãe, as crianças realmente compreendem melhor através das imagens ou do concreto, muitas se alfabetizam e se comunicam por meio do Pecs - Sistema de Comunicação por Figuras (Picture Exchange Communication System).
Portanto, fica aí a dica e a prova de que é possível. Não limitem seus filhos por seu diagnóstico. Invistam e acreditem em seu potencial.
Abraços,
Antônia Yamashita
Quero dividir com vcs mais uma bênçâo!A alguns meses atrás vi postado em alguma paǵina,nâo lembro qual,um menino sentado no vaso fazendo coco e outra foto do menino em pé fazendo xixi e explicando que os autistas sâo visuais e pouco verbais!Nâo dei muita importância na hora,mas aquilo ficou na minha mente.Algumas semanas atrás fui num lugar que fazem banners e disse a moça:Tenho um filho autista e tô tendo dificuldade de tirar a fralda dele.Gostaria que vc fizesse um banner para eu pendurar no banheiro com duas fotos de um menino no vaso fazendo xixi e fazendo coco,bem nítido!Ela fez,pendurei no banheiro e mostrava ao Caio e apontava e falava xixi,coco e ele repetia cici,oo,pois nâo fala direito!Tirei as fraldas,fez no châo,o levava ao banheiro,mostrava a foto,apontava e falava xixi,coco...falei com o pai dele:Faz xixi com Caio no banheiro para que ele possa ver!Ele fez,no outro dia Caio me puxou pela mâo ,baixei o short e ele fez...agora está indo sozino,acabei de ouvir o barulinho do xixi dele no banheiro,dei um beijo nele!Só nâo fez coco ainda!Tô usando fralda ainda quando vai pra escola de duas ás cinco e prá dormir e sâo nessas horas que ele faz coco,mas nâo fez xixi nenhuma vez no châo!só ontem lá fora ,molhando as plantinhas,com preguiça de entrar!
Não tenho muita experiência com autistas mas fiz alguns cursos na área e fiquei estagiando uma semana na Associação dos Autistas. Essa experiência não é teste feito pela mãe, as crianças realmente compreendem melhor através das imagens ou do concreto, muitas se alfabetizam e se comunicam por meio do Pecs - Sistema de Comunicação por Figuras (Picture Exchange Communication System).
Portanto, fica aí a dica e a prova de que é possível. Não limitem seus filhos por seu diagnóstico. Invistam e acreditem em seu potencial.
Abraços,
Antônia Yamashita
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
R.I.P Amanda Todd.
Entro
rapidamente no Facebook e raramente clico nos links postados no meu mural. Além
do pouco tempo tem a tendinite que é a maior culpada pela minha ausência na net.
Hoje nem sei explicar o que me fez clicar em um link sobre bullying e que me
fez pensar...
Amanda Todd cometeu suicídio em outubro de 2012 aos 16 anos de idade. Alguém que com certeza não tem nada melhor para fazer usou uma foto onde Amanda mostrava os seios para atormentar a vida dela e transformá-la em um verdadeiro inferno.
A foto foi tirada quando ela tinha 12 anos. Na época, ela não se deixou fotografar mas mostrou seu corpo para uma web cam para um homem que dizia ter a mesma idade. No vídeo deixado por ela contando a própria história chega a ser absurdo saber que tantas pessoas, colegas de escola, portanto provavelmente da mesma idade, tenham agredido a menina de diferentes formas.
E eu cá com meus questionamentos respondo a mim mesma a pergunta sobre o porque essa menina não deixou de lado as redes sociais já que grande parte das agressões aconteciam lá. Essa nova geração parece totalmente dependente do mundo virtual e ao que percebo muitos pais pensam que esse "mundo" é um faz de conta inocente, como um jogo de vídeo game onde desligamos e voltamos intactos para a nossa vida real.
Mas o mundo virtual onde os adolescentes adoram passar parte do seu tempo é bem real, chegando a parecer surreal em algumas situações e interferem diretamente na vida deles, até porque nessa idade ter uma opinião formada a respeito da vida é praticamente impossível. E também é uma fase onde cada pensamento, opinião, sussurro e até mesmo um olhar dos amigos e dos colegas de escola fazem uma grande diferença em suas vidas.
Amanda Todd finalizou seu vídeo dizendo que queria ter alguém, que se sentia só e precisava de alguém. Mas não teve. Seu caso só foi excessivamente divulgado depois que cometeu suicídio. Como diz uma matéria sobre o caso, o vídeo de Amanda hoje tem mais de quatro milhões de visualizações e várias páginas no Facebook com milhares de curtir. São muitas em homenagem a Amanda que só queria mais respeito enquanto estava viva. Não consigo curtir que seja homenageada tão tarde. Os milhões de visualizações, os milhares de curtir não trarão a jovem menina de volta, agora resta torcer para que seu caso sirva de exemplo.
Que essa geração de meninos e meninas aprendam a se defender do perigo do "mundo virtual" e que tenham adultos para ensiná-los porque sozinhos poderão aprender a lição "tarde demais". Que aqueles que tanto torturaram Amanda aprendam um dia o verdadeiro valor de uma vida. Que o ser humano aprenda a ser mais "humano".
Amanda Todd cometeu suicídio em outubro de 2012 aos 16 anos de idade. Alguém que com certeza não tem nada melhor para fazer usou uma foto onde Amanda mostrava os seios para atormentar a vida dela e transformá-la em um verdadeiro inferno.
A foto foi tirada quando ela tinha 12 anos. Na época, ela não se deixou fotografar mas mostrou seu corpo para uma web cam para um homem que dizia ter a mesma idade. No vídeo deixado por ela contando a própria história chega a ser absurdo saber que tantas pessoas, colegas de escola, portanto provavelmente da mesma idade, tenham agredido a menina de diferentes formas.
E eu cá com meus questionamentos respondo a mim mesma a pergunta sobre o porque essa menina não deixou de lado as redes sociais já que grande parte das agressões aconteciam lá. Essa nova geração parece totalmente dependente do mundo virtual e ao que percebo muitos pais pensam que esse "mundo" é um faz de conta inocente, como um jogo de vídeo game onde desligamos e voltamos intactos para a nossa vida real.
Mas o mundo virtual onde os adolescentes adoram passar parte do seu tempo é bem real, chegando a parecer surreal em algumas situações e interferem diretamente na vida deles, até porque nessa idade ter uma opinião formada a respeito da vida é praticamente impossível. E também é uma fase onde cada pensamento, opinião, sussurro e até mesmo um olhar dos amigos e dos colegas de escola fazem uma grande diferença em suas vidas.
Amanda Todd finalizou seu vídeo dizendo que queria ter alguém, que se sentia só e precisava de alguém. Mas não teve. Seu caso só foi excessivamente divulgado depois que cometeu suicídio. Como diz uma matéria sobre o caso, o vídeo de Amanda hoje tem mais de quatro milhões de visualizações e várias páginas no Facebook com milhares de curtir. São muitas em homenagem a Amanda que só queria mais respeito enquanto estava viva. Não consigo curtir que seja homenageada tão tarde. Os milhões de visualizações, os milhares de curtir não trarão a jovem menina de volta, agora resta torcer para que seu caso sirva de exemplo.
Que essa geração de meninos e meninas aprendam a se defender do perigo do "mundo virtual" e que tenham adultos para ensiná-los porque sozinhos poderão aprender a lição "tarde demais". Que aqueles que tanto torturaram Amanda aprendam um dia o verdadeiro valor de uma vida. Que o ser humano aprenda a ser mais "humano".
R.I.P Amanda Todd.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Tiete por um dia
Quem
tem filho sabe, mãe faz qualquer coisa para ver a alegria no rosto de um
filho. Ontem foi mais um dia em que isso provou ser puramente verdade.
Lucas gosta de futebol e
torce para o Corinthians. Nossos planos para que ele visse um jogo no estádio,
era de ir no Itaquerão quando estivesse pronto mas sexta recebemos um convite
para assistir o jogo do Corinthians no Pacaembu e não dava para recusar, até
porque seria ótimo vê-lo estrear a camiseta que havia ganhado em um concurso do
Programa Mãos à Obra, cheia de autógrafos dos jogadores.
Como sempre havia em nós um receio de que a emoção fosse demais para ele e que poderíamos ter que sair do jogo no meio da partida mas apesar disso fomos firmes e dispostos a enfrentar o que fosse preciso para que ele sentisse a emoção de estar no estádio.
O brilho nos seus olhos demonstrava a emoção de estar lá quando chegamos no espaço reservado para quem usa cadeira de rodas. Foi até difícil fazê-lo olhar para as fotos o foco era o campo de futebol.
Um gol seria o suficiente para sentirmos a energia da galera e tivemos a sorte de sentir essa emoção várias vezes já que o Corinthians fez cinco gols. O grito da torcida era de arrepiar, o estádio estava lotado de corinthianos, todos comemorando em uma só voz. A estreia do Pato ajudou e a melhor parte veio depois da partida.
Fomos para a porta do vestiário e mesmo sendo um local restrito de repente estávamos cercados por dezenas de fãs eufóricos. Foi minha estreia no mundo da tietagem. Nunca imaginei que poderia gritar o nome de um jogador enquanto disputava espaço com outras pessoas. Um lance de vergonha me consumiu por alguns segundos e me livrando desse sentimento pensei: O que uma mãe não faz pelos filhos?!
A recompensa veio logo em seguida. Vários jogadores pararam para tirar fotos. Lá aprendi mais uma com o Lucas. Enquanto posávamos para a foto, ele fazia questão de ficar olhando os jogadores (e o treinador também). Muito justo, não é todo dia que podemos ficar cara a cara com quem tanto admiramos. Mais importante que registrar é curtir o momento. A palavra que ele usou para definir o dia foi: Magnífico! E meu sorriso ao voltar para casa demonstrava que o dia tinha sido "magnífico" para mim também. Claro, depois de ver os olhares brilhantes e o sorriso largo no rosto dos meus filhos eu não poderia estar de outra forma!!
Virei tiete, fiquei ansiosa, orgulhosa e emocionada por ter tido a chance de proporcionar esse momento aos meus filhos.
Como sempre havia em nós um receio de que a emoção fosse demais para ele e que poderíamos ter que sair do jogo no meio da partida mas apesar disso fomos firmes e dispostos a enfrentar o que fosse preciso para que ele sentisse a emoção de estar no estádio.
O brilho nos seus olhos demonstrava a emoção de estar lá quando chegamos no espaço reservado para quem usa cadeira de rodas. Foi até difícil fazê-lo olhar para as fotos o foco era o campo de futebol.
Um gol seria o suficiente para sentirmos a energia da galera e tivemos a sorte de sentir essa emoção várias vezes já que o Corinthians fez cinco gols. O grito da torcida era de arrepiar, o estádio estava lotado de corinthianos, todos comemorando em uma só voz. A estreia do Pato ajudou e a melhor parte veio depois da partida.
Fomos para a porta do vestiário e mesmo sendo um local restrito de repente estávamos cercados por dezenas de fãs eufóricos. Foi minha estreia no mundo da tietagem. Nunca imaginei que poderia gritar o nome de um jogador enquanto disputava espaço com outras pessoas. Um lance de vergonha me consumiu por alguns segundos e me livrando desse sentimento pensei: O que uma mãe não faz pelos filhos?!
A recompensa veio logo em seguida. Vários jogadores pararam para tirar fotos. Lá aprendi mais uma com o Lucas. Enquanto posávamos para a foto, ele fazia questão de ficar olhando os jogadores (e o treinador também). Muito justo, não é todo dia que podemos ficar cara a cara com quem tanto admiramos. Mais importante que registrar é curtir o momento. A palavra que ele usou para definir o dia foi: Magnífico! E meu sorriso ao voltar para casa demonstrava que o dia tinha sido "magnífico" para mim também. Claro, depois de ver os olhares brilhantes e o sorriso largo no rosto dos meus filhos eu não poderia estar de outra forma!!
Virei tiete, fiquei ansiosa, orgulhosa e emocionada por ter tido a chance de proporcionar esse momento aos meus filhos.
Vai Curinthians!!!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Independência assistida
Ano
passado Victor meu filho mais novo completou seus sete anos de idade. Apesar da
pouca idade ele apresenta uma certa responsabilidade e ano passado conquistou o
"mérito" de ficar brincando com os amigos na frente do prédio sem a
nossa presença. Como era de se esperar Lucas logo passou a pedir para ir para a
rua com o irmão. Ignoramos o apelo do Victor de que cuidaria do Lucas e
explicamos aos dois que é muito pequeno para cuidar de alguém que não seja ele
próprio e sempre que era possível saíamos com o Lucas já que o mesmo sofre com
o tédio de ficar em casa vendo televisão enquanto os pais trabalham.
Nessas férias o contato com os meninos da vizinhança aumentou e todos demonstram carinho pelo Lucas, porém não podemos sair com ele todos os dias para brincar. Ultimamente os pedidos de Lucas para ir para a rua aumentaram e sua luta contra o tédio também. Hoje, finalmente cedi e ele ficou na rua sozinho com o irmão e os amigos. Ah e as amigas também! Apesar de estar afogada em serviço com prazo curto e em reunião de trabalho na sala de casa, não consegui relaxar e fui várias vezes constatar seu bem estar. Na primeira vez que saí ele estava dando uma volta com um amigo que empurrava sua cadeira e em outra vez dei de cara com ele em outro lugar ao lado de várias garotas, inclusive a que ele diz que é sua namorada.
Em uma das vezes que saí Victor me olha orgulhoso e diz:
- Mãe você viu como nós estamos cuidando bem do Lucas?
E naquele momento eu nem me atrevia a trazê-lo para dentro de casa. Era comprar uma briga grande com ele...
Depois de um tempo voltou para casa trazido pela "namorada" mas claro que ela teve que ficar um pouco com ele antes de ir embora. Nada bobo o garoto. E agora nos resta mais um desafio, como lidar com as saídas de Lucas. Vamos ter que descobrir!!
Nessas férias o contato com os meninos da vizinhança aumentou e todos demonstram carinho pelo Lucas, porém não podemos sair com ele todos os dias para brincar. Ultimamente os pedidos de Lucas para ir para a rua aumentaram e sua luta contra o tédio também. Hoje, finalmente cedi e ele ficou na rua sozinho com o irmão e os amigos. Ah e as amigas também! Apesar de estar afogada em serviço com prazo curto e em reunião de trabalho na sala de casa, não consegui relaxar e fui várias vezes constatar seu bem estar. Na primeira vez que saí ele estava dando uma volta com um amigo que empurrava sua cadeira e em outra vez dei de cara com ele em outro lugar ao lado de várias garotas, inclusive a que ele diz que é sua namorada.
Em uma das vezes que saí Victor me olha orgulhoso e diz:
- Mãe você viu como nós estamos cuidando bem do Lucas?
E naquele momento eu nem me atrevia a trazê-lo para dentro de casa. Era comprar uma briga grande com ele...
Depois de um tempo voltou para casa trazido pela "namorada" mas claro que ela teve que ficar um pouco com ele antes de ir embora. Nada bobo o garoto. E agora nos resta mais um desafio, como lidar com as saídas de Lucas. Vamos ter que descobrir!!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
O primeiro chute a gente nunca esquece
Lucas era bem novo quando insisti
com a fisio dele que mudava os passos voluntariamente. Depois disso ele treinou
marcha mas por pouco tempo e parou devido a inflamação no nervo ciático causado
por uma vacina dessas de campanha que foi aplicada no glúteo.
Demorou muito tempo para que a sensibilidade que ele tinha na perna e que o impedia de apoiá-la no chão desaparecesse e cheguei até a esquecer que ele tinha marcha. E nesse ano que acabou de acabar ele passou a dar passos com muita vontade a cada vez que o colocávamos de pé. Foi então que passei a estimular a marcha novamente mas sem o auxílio de um aparelho ficava difícil.
Conversei com uma amiga que é terapeuta ocupacional e falamos sobre o Transfer. Estava ansiosa por vê-lo usar o aparelho mas ao mesmo tempo tinha receio de que ele sentisse que estava de volta aos tempos de reabilitação que ele tanto rejeitou nos últimos anos que fez.
A primeira vez que experimentou o aparelho foi na fábrica e para minha surpresa não ouve rejeição. Voltamos uma semana depois e ele foi no aparelho pela segunda vez. Novamente com um sorriso no rosto e alguns passos difíceis. No dia 28, véspera do seu aniversário, finalmente fomos para retirar o que foi feito para ele e para nossa surpresa ele deu lindos passos e com muita vontade. Saiu todo suado mas com um sorriso largo no rosto. Naquele momento tive certeza que aprovou o presente.
Dia 29 foi seu aniversário, completou 12 anos de vida. Fizemos uma festa porque nos pediu, com churrasco, música do Charlie Brown Junior (que não rolou por problemas no som) e uma convidada especial que ele diz que é sua namorada. No dia seguinte ele foi para o Trasnfer pela primeira vez em casa e naquele momento que o coloquei apenas para que ficasse um pouco de pé, ele nos presenteou com um belo chute. Seu primeiro chute, sem auxílio de ninguém... o feito nos emocionou e ele se mostrou engrandecido e muito feliz pelo que conseguiu fazer. Foi como um presente especial de natal daqueles que até parece trazido pelo papai noel.
A indicação de uso do Transfer é de apenas 15 minutos por vez para adaptação mas é impossível tirá-lo de lá depois de apenas 15 minutos... ele quer sempre mais... é o primeiro aparelho que usamos que lhe proporciona uma função e alegria ao mesmo tempo. E nós damos graças por aqueles que inventam e inovam para o bem estar de nosso filho e de outras crianças como ele.
E esse é apenas o primeiro passo de muitos que ainda virão!!
Demorou muito tempo para que a sensibilidade que ele tinha na perna e que o impedia de apoiá-la no chão desaparecesse e cheguei até a esquecer que ele tinha marcha. E nesse ano que acabou de acabar ele passou a dar passos com muita vontade a cada vez que o colocávamos de pé. Foi então que passei a estimular a marcha novamente mas sem o auxílio de um aparelho ficava difícil.
Conversei com uma amiga que é terapeuta ocupacional e falamos sobre o Transfer. Estava ansiosa por vê-lo usar o aparelho mas ao mesmo tempo tinha receio de que ele sentisse que estava de volta aos tempos de reabilitação que ele tanto rejeitou nos últimos anos que fez.
A primeira vez que experimentou o aparelho foi na fábrica e para minha surpresa não ouve rejeição. Voltamos uma semana depois e ele foi no aparelho pela segunda vez. Novamente com um sorriso no rosto e alguns passos difíceis. No dia 28, véspera do seu aniversário, finalmente fomos para retirar o que foi feito para ele e para nossa surpresa ele deu lindos passos e com muita vontade. Saiu todo suado mas com um sorriso largo no rosto. Naquele momento tive certeza que aprovou o presente.
Dia 29 foi seu aniversário, completou 12 anos de vida. Fizemos uma festa porque nos pediu, com churrasco, música do Charlie Brown Junior (que não rolou por problemas no som) e uma convidada especial que ele diz que é sua namorada. No dia seguinte ele foi para o Trasnfer pela primeira vez em casa e naquele momento que o coloquei apenas para que ficasse um pouco de pé, ele nos presenteou com um belo chute. Seu primeiro chute, sem auxílio de ninguém... o feito nos emocionou e ele se mostrou engrandecido e muito feliz pelo que conseguiu fazer. Foi como um presente especial de natal daqueles que até parece trazido pelo papai noel.
A indicação de uso do Transfer é de apenas 15 minutos por vez para adaptação mas é impossível tirá-lo de lá depois de apenas 15 minutos... ele quer sempre mais... é o primeiro aparelho que usamos que lhe proporciona uma função e alegria ao mesmo tempo. E nós damos graças por aqueles que inventam e inovam para o bem estar de nosso filho e de outras crianças como ele.
E esse é apenas o primeiro passo de muitos que ainda virão!!
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