terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Boa notícia

Ontem, estava tão cansada que acabei não postando sobre a nossa viagem.
Conseguimos comprar as passagens, fiz isso no dia 15 de dezembro. As crianças ficaram euforicas, o Lucas finalmente se animou para viajar de avião. Todos ficamos felizes.

Quando fui comprar as passagens, perguntei a moça da agência como o Lucas iria viajar, já que ele não fica sentado sozinho. Ela me disse que eu precisaria ligar para a companhia para saber.
Uma colega dela disse que não tinha certeza mas que achava que ele precisaria ir sentado em uma cadeira tipo bebê conforto e que a empresa aérea não fornecia essa cadeira, que eu é que teria que levar.
Dois dias depois eu liguei para a Gol e esperei 15 minutos na linha mas ninguém me atendeu. Desisti e resolvi ligar no dia seguinte. Mais uma vez esperei 15, 20 minutos e ninguém me atendeu.
Imaginei que estaria tão difícil falar com eles pela época e resolvi esperar passar a virada de ano.
Ontem resolvi tentar novamente. Na primeira ligação, como sempre, ligava no 0300 que é pago e fiquei mais 17 minutos. Resolvi desligar e tentar no 0800, dessa vez resolvi esperar. Fiquei uns 15 minutos e meu marido ficou mais 15 para que minha orelha descansasse. Após uns 30 minutos de espera, somos atendidos. Digo pra atendente que comprei passagens para viajar com minha família e que meu filho mais velho precisa de atendimento especial. Explico que ele não senta sem cinto no tórax e ela me pede pra aguardar. Volta, me faz perguntas e vai falar com a supervisora, depois de uns minutos mais perguntas e volta pra supervisora... até que me diz que ele poderia ir em uma maca. Mesmo sendo absurdo, fiquei ouvindo, queria que ela me dissesse que teria algum custo a mais e quando ela chegou nessa parte eu lhe disse que era um procedimento desnecessário uma vez que ele senta, apenas precisa de um apoio, uma adaptação. Tive que dizer pra ela que ele é uma criança que está muito bem, simplesmente precisa de um auxilio pra se manter sentado.
Bom... depois de muito esperar e sem nenhuma solução, na verdade o que pareceu (e eu disse isso pra atendente, que era muito atenciosa) é que eles nunca passaram por isso e não sabem o que fazer, não sabem como transportar meu filho.
Por fim pediram para eu imprimir um formulário (MEDIF) para ser prenchido pelo médico do Lu e enviar para a empresa, esse formulário era para estar disponível no site. Tentei abrir o dito do arquivo que é um pdf e não está disponível.
Após ser transferida para o SAC, até aqui já tinha acabado a bateria do telefone sem fio e nós trocamos de aparelho. A pessoa que nos atendeu no sac disse que iram passar o formulário (que era pra estar disponível no site, mas não estava) para o meu e-mail. Meu marido disse pra ela que só desligaria o telefone quando o e-mail chegasse (eu dei o telefone pra ele, pois já estava irritada e cansada de discutir). Ficamos mais ou menos 40 minutos aguardando o e-mail chegar com o formulário.
Após umas 5 horas no telefone ficamos certos de levar os formulários para o médico do Lucas preencher e depois vamos enviar para a empresa para que eles nos digam como ele será transportado.

Antes de decidir viajar eu perguntei para o pediatra dele se seria viável uma viajem longa e ele me disse que com toda certeza é, que deveríamos sim viajar e que não há problema nenhum.
Foi com essa naturalidade que comprei as nossas passagens e que fiquei imaginando como será bom levá-lo pra passear de avião, mostrar coisas novas pra ele.... Já ontem quando desliguei o telefone me sentia tão cansada... só queremos viajar, sair, esquecer um pouco das nossas rotinas e dificuldades, mas parece um bicho de sete cabeças... tanta dificuldade, tanto despreparo... eu não me importo em falar sobre as limitações e necessidades a mais que meu filho tenha, mas sinceramente não esperava que seu médico tivesse que preencher dois formulários pra ele fazer uma simples viagem de avião e de apenas 4 horas de vôo e ter que responder se a condição física ou mental do meu filho pode causar constrangimentos a outros passageiros... sinceramente isso me perturbou... nem culpo a empresa por perguntar isso, pois sei que o faz pensando nos outros clientes, pessoas que em seu pequeno mundo de ignorância e cegueira não consegue se manter confortável diante daquilo que não deseja nem para os outros e nem para sí próprio.
Eu já fui assim um dia, e que bom que consegui passar disso... me sinto bem melhor assim!!

E é assim que começamos nossa aventura, desde já. O que virá pela frente eu nem imagino, mas não espero que seja fácil não. Só sei que tentaremos ao máximo (e vamos conseguir) nos divertir, descansar, aprender coisas novas... viver intensamente essa viagem, como fazemos todos os dias, porque a vida é pra ser vivida, cada dia como se fosse o último...

Não estou muito bem pra fazer visita aos blogs amigos mas quero dizer que agradeço muito os recados de vocês, vir aqui, desabafar e ser "ouvida" por vocês me faz muito bem, esse espaço é muito especial pra mim e me sinto bem sabendo que estão por perto.
Obrigada!!!
Comentários
3 Comentários

3 comentários:

Anônimo disse...

Oi amiga saudades...
Vc sabe que eu já viajei com Vitinho tb e antes que minha paciencia se esgotasse eu desistir de pedir atendimento especial para ele. Foi a mesma ladaínha...
Resolvi eu mesma me ajudá-lo. Como a exigencia para que a poltrona do avião fique na vertical é feita apenas durante pouso e decolagem, e isso não é muito tempo.
Optei por ficar segurando a cabecinha dele durante esse periodo e depois reclinava a poltrona e pedi vários travesseiros pra comissária e
deu certo. Fácil não foi, ainda mais porque viajei sozinha com ele.
Não sei se com o lucas se pode ser dessa forma o importante é vc não desistir.


beijos
Gláucia ( mãe de Vitinho e Caio)

Cristiane A. Fetter disse...

Minha Antônia, cada vez se superando nestes desafios. Tenha certeza que a sua experiência de alguma forma irá ajudar outras pessoas nesta situação, nada é em vão.
Be happy.
bjks

Luciana disse...

Olá Antônia, tb tenho meu anjo, o Gui, hoje com 10 anos. Precisamos levá-lo aos EUA agora (30/08/2009) e enfrentamos as mesmas dificuldades. O importante é não desistir, por mais q eles nos tentem cansar. Enviei e-mails à ANAC e TAM cuja cópia lhe passo agora. Ainda sem respostas....Um beijo e vamos seguindo em frente! Lu
Às Ouvidorias TAM e ANAC:


Até posso entender a empresa não permitir a utilização dos pontos do cartão fidelidade em qualquer vôo que o cliente deseje e sim, nos que forem de interesse da companhia.
Mas a burocracia exigida pela empresa, para que pacientes com necessidades especiais possam embarcar e marcar assentos previamente, nos locais com um mínimo de conforto para ele e seus acompanhantes, me é incompreensível!
Quero crer sempre na capacidade do ser humano de compreender a necessidade do próximo (acho que toda necessidade é especial). Temos um filho com 10 anos de idade e algumas necessidades “especiais” e a dificuldade apresentada por vocês da TAM, para que nossa agente de turismo possa resguardar assentos na primeira fileira é algo desumano, desgastante emocionalmente e no meu ver, desnecessária. Caso isto não seja possível de ser realizado antecipadamente, nos obrigará a chegar ao aeroporto ainda na madrugada para tentarmos marcar os assentos no guichê de embarque, com muitas horas de antecedência ao horário de saída do vôo e causando enorme desgaste físico, principalmente de meu filho e emocional nosso, seus pais.
O fato de marcarmos estes assentos é essencial para podermos embarcar e seguir para uma viagem que não é de lazer. Nenhum pai, em sã consciência, levaria um filho com necessidades especiais para uma viagem destas, nestes tempos de gripe suína. Temos consultas agendadas com profissionais norte-americanos para avaliação de meu filho, na tentativa de lhe proporcionar maior apoio e conforto para seu dia-a-dia.
A sensação de descaso e abandono é imensa! E nos deixa com um sentimento cada vez maior, de falta de comprometimento e interesse da empresa, em melhor assistir seus clientes e das autoridades, para com os cidadãos que pagam religiosamente seus impostos. Sinto-me “vendida”, cansada e muito decepcionada com as autoridades não só da TAM, mas de nosso país, que não olham por nós. Acredito que nenhum de vocês tenha filhos, não é?

Atenciosamente,

Luciana Tanaka Galante
Rua Jaracatiá, 110 – Jardim Recreio
Ribeirão Preto, SP
14040-280
Telefone/Fax: (16) 3630-7645