quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Mais uma etapa vencida


Há dois anos que venho acompanhando com o ortopedista, pois a perninha do Lucas estava cruzando bastante e vez ou outra, dependendo do que ele fazia, ouvíamos um barulho estranho. Nós já sabíamos que era necessário uma intervenção cirurgica, porém o médico dele nos disse que poderíamos esperar um pouco mais. Depois de quase um ano sem vê-lo, marquei uma retorno, sabendo que ele marcaria a cirurgia. O raio x dele veio normal não havia luxação no quadril, mas ainda assim a cirurgia teria que ser feito logo, quanto mais adiarmos maior a chance de ter luxação.
Marcamos para o dia 04/12, por mais que eu estivesse tranquila, dentro de mim havia uma pontinha de preocupação com os riscos de uma cirurgia, por mais simples que seja.
E essa preocupação não se restringia a mim, seu pai também estava preocupado, apreensivo...
Dois dias antes começamos a conversar com o Victor sobre a cirurgia do irmão, ele é muito apegado conosco.
No dia da cirurgia fomos todos até o hospital, enquanto eu subi com o Lucas para a internação, o Fabio ficou com o Victor aguardando a vó Cleide. Enquanto esperava o quarto ficar pronto, ele me disse:
- Mãe, tô com medo.
- Medo do quê? - Perguntei espantada e ele me respondeu.
- Do exame.

Tive que ser bem rápida, para esconder meu sentimento de impotência, e forte para não me deixar levar pela emoção, afinal pra mim também estava sendo difícil estar ali. Então respondi:
- Não precisa ter medo, você já fez outros foi tudo bem.
E não me aprofundei no assunto. Mas foi dificil pra caramba ouvir aquilo....

Ficamos no quarto, respondi questionários, conversei com a enfermeira, o anestesista que foi bem gentil e em uma hora mais ou menos subimos com ele para o centro cirurgico. O rapaz que foi buscá-lo no quarto tb era muito legal, foi brincando com ele o tempo todo. Demos tchau pra ele com dificuldade e gostamos de ver que a mulher que o recebeu já foi conversando e perguntando pra que time ele torcia.
Ainda bem assim ele se distrai, pensamos eu e seu pai. Após, descemos pro quarto.
Acho que essa é a pior parte. Após lavar os meus olhos com lágrimas insistentes, tomamos café e ficamos andando. Encontramos até uma amiga do orkut e ficamos conversando, foi muito bom, assim o tempo passou e nem percebemos.
Quando subimos esperamos menos de meia hora e ele desceu.
Como é bom esse reencontro. Ver nosso filho e constatar que está tudo bem...

continua....
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