terça-feira, 20 de abril de 2010

Em busca da escola inclusiva???...



Olá amigos, quantas saudades de todos, também de escrever aqui no blog...
O mais importante é que estou voltando, mas devagarinho para não atrapalhar meu tratamento. Pra quem não aguentava ficar 10 minutos usando o computador eu estou bem, agora fico até 2 horas sem sentir muita dor.
Bom espero que estejam todos bem, meus queridos filhotes estão. Victor já está matriculado e aguarda ancioso a ida pra escola que agendei para o dia 26 por causa do trabalho.
A vaga do Lucas também saiu para uma escola estadual, onde estudam minha sobrinha e alguns adolescentes aqui do prédio. Quando soube que ele foi encaminhado para lá já não gostei, os alunos que já estão se formando não sabem escrever direito...
Fui até a escola para saber sobre como seria a ida do Lucas, se teria algum preparo e fui informada que são de 35 a 40 alunos por sala e que não tem auxiliar.
Fiquei espantada por não ter auxiliar, pois pensei logo no meu filho, claro, e lhe falei como era o Lucas e infelizmente ouvi: -Olha mãe, se ele é assim eu nem recomendo que você matricule ele aqui... De fato foi o que fiz, não matriculei.
Fui até uma escola que segundo me informaram tinha uma sala especial, porém lá me disseram que era apenas para deficiência mental, que não tinham alunos com deficiência física (complicada essa inclusão...), após segui até o conselho tutelar, já tinha ido até a Delegacia de Ensino e ninguém fez nada a não ser dizer que precisávamos aguardar (nossa....).
Achei que no conselho tutelar seria diferente... A pessoa que me atendeu foi muito legal, porém me disse que estão de mãos atadas, que não podem fazer praticamente nada... é como na delegacia de polícia, só tomam uma atitude quando acontece uma trajédia.
Pois bem, primeiro eu preciso levar o Lucas pra escola e se não der certo, aí sim eu volto ao conselho tutelar e eles vão tentar fazer alguma coisa...
Confesso que está difícil, já tem mais de duas semanas e essa coragem ainda não chegou. Na verdade fico pensando em como ele fica triste quando não tem atenção e/ou quando não consegue realizar uma tarefa.
Sei que posso estar sofrendo a toa, que mesmo sendo da forma errada, pode dar certo a inclusão dele naquela escola, porém seria bem mais fácil se eu ouvisse: -Olha mãe nós faremos o possível para ajudá-lo e cuidaremos muito bem dele...
Sonhos... nada mais. Sonhos que espero, se tornem realidade. Acabamos sofrendo por bobagem, se a escola é obrigada a aceitar o aluno, porque não o fazer de bom grado, com vontade, com amor??...
Confesso que sofro, pois acabo pensando se vão lhe dar água, se vão tirá-lo da cadeira pra descansar, se vão conversar com ele... me pergunto se meu filho não vai ficar num canto da sala, como já ouvi tantos casos? O pior é que eu não saberei, apenas posso observar o meu filho para ver seu comportamento se vai mudar pra melhor ou pior...
É o cúmulo obrigar nossos filhos a irem pra escolas sem que as mesmas estejam adequadas a receber as crianças. Sou totalmente a favor da inclusão desde que a mesma aconteça com responsabilidade e em parceria com a família. Seria o mínimo a ser ofertado a família da criança com deficiência A SEGURANÇA, confiança em deixar nossos filhos em um ambiente totalmente diferente da nossa casa, onde temos as crianças embaixo da saia, protegendo e cuidando com muito amor e carinho.
É muito fácil fazer comerciais de tv dizendo que a inclusão está acontecendo, mas afinal que inclusão é essa??
Que bom temos uma lei que obriga a inclusão das crianças em escola regular, maravilha!! mas pelo visto além de tudo nós teremos que fazer a lei ser cumprida, afinal estou sendo jogada de uma escola à outra desde novembro de 2009 quando comecei procurar uma vaga pro Lucas. Isso cansa!!

Abraços a todos e vamos lá, uma hora essa situação há de mudar!!!
Comentários
6 Comentários

6 comentários:

Emily Sany disse...

Antônia,
Sei o quanto é difícil aceitar situações como estas. Afinal inclusão social é uma pauta tão discutida pelos governantes. Mas não desista!! Temos que continuar lutando. O Lucas é um menino que é abraçado e iluminado por Deus, ele é forte e vai ter forças para lutar por seus direitos. Estamos com você!!

Luarline disse...

Olá,

Primeiro parabéns pelo retorno e pelo seu blog. Quanto ao assunto inclusão, nossa, está uma lástima, o que adianta colocar as crianças com necessidades especiais nas escolas regulares em salas separadas das demais crianças? não parece uma forma de exclusão dentro da tal chamada inclusão social? é muito contraditório, além disso esse tipo de inclusão já existe a séculos, então realmente não mudou nada, a não ser o fato deles quererem mostrar serviço empurrando garganta abaixo as crianças em locais com total despreparo, sem estrutura física e preparo para os profissionais e as crianças que conviverão com as outras crianças especiais. Isso é uma barreira muito grande que será vencida daqui anos a frente. Se não der pra colocar seu filho na rede de ensino normal, acho melhor colocar em escolas para crianças especiais que seu filho vai aprender com mais qualidade e carinho :o) Só arrisque escolas publicas regulares quando a inclusão social realmente acontecer em todo o país.

Luarline disse...

Olá

EU vim deixar o end do blog do meu filho, ele tbm é especial :D

http://julielnarede.blogspot.com

abraxos!

Anônimo disse...

Saudades de vcs ! Eu sempre penso em vc amiga, imaginando a sua batalha diária, eu sei que é dificil, mas nós sabemos tambem que vale apena!
Vc é uma mãe ESPETACULAR, exemplo de ser humano, tudo vai dar certo.
Inclusão social para mim só existe na propaganda, eu não vejo ninguem que falar algo bom sobre o movimento. Esses governantes não fazem nada.
Força, e estarei sempre mentalizando coisas maravilhosas para vcs !
Bjos

Bárbara, mãe da Lu e do Be
www.minhavidameusfilhos4.blogspot.com

Cristiane A. Fetter disse...

Ai Antônia, gostaria tanto que o Brasil tivessa a infraestrutura que eu vejo aqui nos EUA.
bjks

Marie e Rita disse...

A sua luta pelo que parece é diária e, por isso deixo-lhe aqui a minha admiração e um, talvez mais um, incentivo de força.
Marie