terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Inclusão Escolar: Até quando?

Iniciamos mais um ano, estamos em 2012. O futuro já chegou e o homem ainda vive na idade da pedra. Muita evolução tecnológica e pouco humanismo. As coisas evoluem, o homem não.
Mais um ano que vejo pais se humilhando em busca de ter os direitos dos filhos resguardados. Pior, um direito básico, direito à educação. Como diz nossa Constituição Federal, Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Perfeito! Porém o sentimento real é que não passa de meras palavras, que na prática não surgem efeito. 

É muito bonito falar em inclusão escolar, inclusão no mercado de trabalho, instituir multa as empresas que não cumprem as cotas... Que maravilha! Mas afinal quais serão os qualificados para o mercado de trabalho se ainda não existe multa para as escolas que rejeitam ou que não dão suporte as crianças para que tenham respeitados seu direito a educação? Qual será a qualificação do jovem com deficiência na hora de ingressar no mercado de trabalho se seus pais nem conseguem efetivar sua matricula nas escolas?

É um círculo vicioso onde tudo continua a contribuir para a exclusão. Empresas que não contratam por falta de qualificação e o sistema educacional que contribui para essa realidade. Aquele que pode prover a custos elevados a educação de seus filhos ainda tem uma pequena chance. Pequena porque nem mesmo as cifras tão cobiçadas pelos humanos são garantias de inclusão. E para a outra parcela resta uma luta ainda maior pelo seu “resumido espaço”.       

Difícil pensar em educação, em vagas no mercado de trabalho, em qualificação, se falta o essencial para se ter uma inclusão eficaz. Respeito! E não é o respeito às diferenças, mas sim o respeito ao ser humano. Nem vou citar as pessoas com deficiência porque espero que este termo caia logo em desuso e possamos nos referir a elas como o que são: simplesmente pessoas, seres humanos, dotados de muita ou pouca inteligência, de limitações, de dons ou simplesmente de vontade de viver livremente, sem ter podados os deus direitos de cidadãos, necessitando de lutas constantes e árduas para se obter o básico para sua sobrevivência.

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

diego fernandes disse...

putz. nem sei o q dizer´.

é apenas uma das barreiras do "mundo padrão q tem bolas de cristal". hoje somos q lutamos por inclusão. e o amanhã? acho q atitudes como essa devem ser duramente criticadas, para possíveis reflexões. tbm tenho vontade de dar um grito ao mundo.

acho q a pessoa com deficiência terá uma luta intensa ainda para conquistar seu espaço

bjo

diego

Antônia Yamashita disse...

Pior que é Diego... mas conseguimos tantas coisas difíceis não é mesmo, não será isso que irá nos fazer desistir. Abração