segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Conhecimento demais e sabedoria de menos


Foram muitos os médicos que conheci ao longo dos últimos 11 anos, de diversas especialidades. Fico feliz por poder dizer que encontrei  muitos profissionais decentes nesse tempo, porém ainda me assombro quando encontro aqueles que insistem em tratar o paciente com total mecanismo como se fôssemos pura e simplesmente armações de ferro, parafusos e fluído sem qualquer sentimento. Não é a toa que hoje em dia existe uma parcela gigante de pessoas com a chamada "doença da alma" que nos afetam psíquica e fisicamente.

É triste ver pessoas com conhecimento suficiente para realizar um trabalho tão belo que é o cuidar da saúde, da vida, contribuindo para a banalização da sua profissão e principalmente em uma instituição cujo objetivo é zelar pelo bem estar daqueles que vivem em busca de inserção na sociedade e de respeito a sua própria condição de ser.

Só posso chegar a conclusão que pessoas assim carecem de muito amor... Fico imaginando o quanto de dificuldades e de desesperança deve habitar nesse ser inóspito... tanta coisa boa a ser aproveitada, absorvida, quanta vida e energia desperdiçada em meio a tanto mal humor e rancor...

Brinquei no facebook logo depois de uma ultima consulta com um desses profissionais, nomeando o ex urologista do meu filho de urochucrologista  (uro de urologista e o chucro de rude, mal educado, grosseiro definição aurélio) e mesmo passada a raiva pela atitude do médico continuo acreditando que não poderia dar-lhe melhor definição tendo como base a sua conduta, afinal cumprimentar com um bom dia o seu paciente, esclarecer suas dúvidas em relação a sua própria saúde e trabalhar em prol do seu bem estar seria o mínimo a ser feito, principalmente em se tratando de uma criança.   

Só tenho a lamentar pela existência de tanta energia negativa e falta de amor...

Não consigo ver sabedoria em um ser humano que se considera superior a outro da sua própria espécie por mais que este superficialmente demonstre inferioridade.

Antônia Yamashita
Comentários
0 Comentários

0 comentários: