sexta-feira, 26 de abril de 2013

Autistas: Retirando as fraldas

A experiência abaixo é da mãe de uma criança com autismo. Estou compartilhando com vocês pois é uma prova de possibilidade e fonte de incentivo para outros pais. Não vou citar o nome porque não pedi autorização. Acabei de ler no nosso grupo (Mãe Especial) e quis divulgar logo.

Quero dividir com vcs mais uma bênçâo!A alguns meses atrás vi postado em alguma paǵina,nâo lembro qual,um menino sentado no vaso fazendo coco e outra foto do menino em pé fazendo xixi e explicando que os autistas sâo visuais e pouco verbais!Nâo dei muita importância na hora,mas aquilo ficou na minha mente.Algumas semanas atrás fui num lugar que fazem banners e disse a moça:Tenho um filho autista e tô tendo dificuldade de tirar a fralda dele.Gostaria que vc fizesse um banner para eu pendurar no banheiro com duas fotos de um menino no vaso fazendo xixi e fazendo coco,bem nítido!Ela fez,pendurei no banheiro e mostrava ao Caio e apontava e falava xixi,coco e ele repetia cici,oo,pois nâo fala direito!Tirei as fraldas,fez no châo,o levava ao banheiro,mostrava a foto,apontava e falava xixi,coco...falei com o pai dele:Faz xixi com Caio no banheiro para que ele possa ver!Ele fez,no outro dia Caio me puxou pela mâo ,baixei o short e ele fez...agora está indo sozino,acabei de ouvir o barulinho do xixi dele no banheiro,dei um beijo nele!Só nâo fez coco ainda!Tô usando fralda ainda quando vai pra escola de duas ás cinco e prá dormir e sâo nessas horas que ele faz coco,mas nâo fez xixi nenhuma vez no châo!só ontem lá fora ,molhando as plantinhas,com preguiça de entrar!  

Não tenho muita experiência com autistas mas fiz alguns cursos na área e fiquei estagiando uma semana na Associação dos Autistas. Essa experiência não é teste feito pela mãe, as crianças realmente compreendem melhor através das imagens ou do concreto, muitas se alfabetizam e se comunicam por meio do Pecs - Sistema de Comunicação por Figuras (Picture Exchange Communication System).
Portanto, fica aí a dica e a prova de que é possível. Não limitem seus filhos por seu diagnóstico. Invistam e acreditem em seu potencial. 

Abraços,

Antônia Yamashita

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